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COMO CONSETAR UM SECADOR DE CABELO

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Meu Fogão - Modernidade

Antigamente - nos tempos em que transporte significava cavalo, e iluminação significava lamparina de óleo - a vida era muito diferente de hoje.
A fabricação de um fogão, por exemplo, era uma tarefa impensavelmente difícil: o ferreiro-artesão, quase sempre analfabeto, tinha que compreender e dominar todas as etapas do processo; desde elaborar o projeto em sua cabeça, até construir o artefato sozinho, usando toscas ferramentas como forno de lenha, martelo, bigorna...

Com meios tão precários, não é à toa que os suportes para as panelas acabassem parecendo algo assim:




Uma forma tosca, sem qualquer estilo ou design, que servia apenas para sustentar panelas e nada mais...

Mas há um detalhe: funcionava! Sustentava panelas... de qualquer tipo ou formato.

Hoje tudo é completamente diferente. No mundo globalizado, o projeto de um fogão é feito por dezenas de profissionais especializados e pós-graduados nas mais diversas áreas: marketing, design, engenharia... O desenho é feito não em uma única cabeça exausta, nem em uma prancheta, mas sim em ultra-computadores com moderníssimos CAD, que geram imagens tridimensionais animadas, que podem ser rotacionadas e observadas sob todos os ângulos possíveis.

No fim, com tudo isso, os suportes para as panelas acabam ficando assim:



Um design arrojado, atual, sofisticado... realmente o máximo... próprio para pessoas com estilo, que sabem o que é bom...

Mas há um porém: ele não serve para apoiar panelas.

Ao contrário daquele desenho do velho ferreiro, este não oferece apoio contínuo ao longo de quatro direções. Ele deixa pontos instáveis à frente e atrás, e, assim, se uma panela média for colocada sobre ele, com o cabo virado para frente ou para trás, ela tomba sozinha. Sei bem disso porque esse é o fogão que tenho em casa.

Mas os problemas não param aí. Além da perigosa armadilha das panelas que tombam sozinhas, esse prodígio moderno tem um sistema de prateleiras no forno (do tipo que vem para a frente quando a porta abre) que fica inclinado uns 10 graus, fazendo com que os bolos queimem de um lado e fiquem crus do outro!

Em resumo: a sofisticada equipe de profissionais criou um fogão que não serve nem para cozinhar nem para assar!

Surpreendente?

Nem tanto. Na verdade, o caso do fogão é apenas a ponta do iceberg. Atrás dele está o mais grave problema do mundo moderno: a imbecilização de todos nós.

Antigamente, o ferreiro não imaginava que acima dele existisse alguém ou algo cuidando do rumo das coisas. Ele próprio tinha que pensar e decidir cada detalhe do fogão, e sabia que, se não o fizesse, ninguém faria. Ele era dedicado à sua atividade tanto quanto os animais na natureza são dedicados às deles.

Mas se pegarmos um animal e o prendermos em uma jaula - onde ele não precise caçar, nem fugir dos perigos - a dedicação e o interesse acabam. Esse é o homem moderno. Um ser aprisionado, cujas principais responsabilidades e decisões estão nas mãos de outros: o Estado, a empresa, a mídia... Estes o tratam como um eterno moleque em uma eterna escola; e ele acaba se tornando exatamente isso.

Roubaram do homem o atributo mais precioso que a natureza lhe deu: a responsabilidade por sua própria vida. Tiraram o projeto do fogão de sua mente, e o colocaram em um CAD. Substituíram a maravilhosa criatividade de suas mãos por gestos maquinais em uma linha industrial. E o que restou? Dúzias de especialistas para cada minúcia do fogão (e da vida), e nenhum ferreiro que compreenda o fogão (ou a vida) por inteiro.

PS: Se alguém souber de um bom ferreiro, por favor me avise.
Autor: André Carlos Salzano Masini

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Perguntas Frequentes Sobre Gás GLP


Introdução
O GLP, Gás Liqüefeito de Petróleo, é uma mistura de hidrocarbonetos, especialmente propano e butano, obtidos em processo convencional nas refinarias, quando produzido a partir do petróleo cru.
É popularmente conhecido como “gás de cozinha” pois sua maior aplicação é na cocção dos alimentos, mas também é utilizado em várias aplicações industriais e agrícolas.
Em estado líquido, o GLP é mais leve do que a água e pode ser facilmente armazenado a uma pressão moderada. Em estado gasoso, ele é mais pesado que o ar, o que faz com que se concentre próximo do solo em caso de vazamento.
Por ser invisível e inodoro, adiciona-se um odorizante não-tóxico, como medida de segurança. Por sua facilidade de armazenamento, transporte, grande eficiência térmica e limpeza na queima, o GLP é usado intensivamente em todo o mundo.
Perguntas e Respostas
1) Qual é o consumo de gás, tendo o forno aceso (fogão doméstico) por 1 hora?
O consumo pode variar em função do fabricante  e mesmo do modelo. No entanto, o consumo em média de um fogão 4 bocas com forno convencional é:
Fogo baixo:   0,200 Kg/h
Fogo médio:  0,225 Kg/h
Fogo alto:  0,250 Kg/h
2) Qual é o coeficiente de vaporização dos botijões P-13 e sua relação com o cálculo de dimensionamento da central de gás?
Em média 0,5 Kg/h e não existe relação com dimensionamento de central de GLP, pois, não existe central com botijão P-13.
3) Como transformar m³ em kg?
Existem vários fatores a serem analisados, mas o valor aproximado varia entre 2,1 e 2,5.
4) Como saber qual é a quantidade exata de GLP contido no recipiente, quando da aquisição do botijão?
 Pelas normas e determinações dos órgãos de controle (ANP, INMETRO, IPEM, etc), todo recipiente de gás GLP é revendido com um peso padrão definido (P-2, P-8, P-13, P-45, etc), sendo essa pesagem realizada através de balanças devidamente aferidas. Para se obter a quantidade exata de GLP no interior do botijão, deve-se pesar o recipiente cheio e descontar a tara contida na alça.
5) Qual a pressão máxima interna em que o GLP se encontra nos botijões (todos os tipos)?
Em função das condições climáticas do Brasil a pressão do gás GLP pode variar em torno de 4 a 7 Kgf/cm².
6) Tabela com as propriedades de gás propano e butano.
Características Físico-Químicas do GLP.
7) Qual a umidade aproximada do GLP, quando o cilindro está fechado e após a sua utilização?
Pelas propriedades Físico-Químicas do gás GLP o mesmo possuí corrosividade zero, sem, portanto qualquer percentual de umidade
8.) Qual o vencimento e a validade dos botijões?
Os botijões não têm validade, porém existe um processo para manutenção e garantia da segurança dos recipientes chamado de requalificação. Os recipientes são requalificados após 15 anos de sua fabricação, sendo posteriormente requalificados a cada 10 anos.
9) Como calcular o consumo do botijão P-13 por mês?
O consumo de gás GLP está diretamente ligado a potência total consumida.
Ex: Adotando-se um fogão de 04 bocas sem forno convencional (Potência nominal 6966 Kcal/h), consumindo 3 horas/dia durante 30 dias, temos:
6966 (Potência nominal) / 24000 (Poder calorífico do GLP) = 0,29 m³/h x 3 horas/dia x 30 dias = 26,12 m³
10) Qual deve ser a distância entre o botijão e o fogão?
Não existe uma distância normatizada, porém a mangueira para ligação do fogão com o botijão de gás GLP é normatizada em 0,80m. Devemos evitar passar a mangueira por de trás do fogão.
11) Informações sobre normas do gás canalizado em Edifícios.
Para instalações internas de gás GLP, podemos consultar a norma NBR 15526:2007 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
12) Qual a pressão do gás nos pontos de consumo que chegam aos apartamentos?
A pressão nominal para fogões, fornos, fogareiros e aquecedores de água à gás GLP, todos de modelos domésticos, estão normatizados em 2,80 KPa (0,027 Kgf/cm²).

Fonte: http://www.liquigas.com.br e http://www.sindigas.org.br/

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Veja Os Cuidados Com Eletrodomésticos Na Hora da Mudança


Na hora de mudar de casa, é preciso mais do que uma caixa grande de papelão para transportar os eletrodomésticos com segurança e garantir sua preservação. Algumas dicas simples da Whirlpool, além de trazerem mais comodidade na mudança, ajudam a prolongar a vida útil dos eletrodomésticos.


Manual de instruções deve ser conservado e consultado na remontagem dos produtos e para sanar dúvidas.
A mais importante é não descuidar da segurança em nenhum momento, desde o preparo da mudança até o manuseio e transporte dos produtos.
Amarrar o fio elétrico e prendê-lo ao aparelho, utilizar embalagens apropriadas e colocar os eletrodomésticos na posição correta dentro do veículo são pontos importantes, que devem ser observados.
Cuidados com o transporte e a embalagem dos aparelhos também podem assegurar a segurança e o bom funcionamento dos eletrodomésticos. Além disso, manter o manual de instruções, para sanar todas as possíveis dúvidas para utilização dos aparelhos após suas desmontagem pode evitar problemas.
Preparando a mudança
  • Os produtos devem ser esvaziados, alimentos e água, principalmente, devem ser retirados.
  • Sempre que possível, deve-se retirar as partes soltas dos produtos e transportá-las separadamente, como queimadores do fogão, prateleiras, porta-ovos, bandeja de gelo e prato do forno de micro-ondas.
  • Não é aconselhável manusear os produtos pelas partes móveis, como o puxador das portas do refrigerador e a tampa de vidro da lavadora.
  • O fio elétrico não deve ser arrastado, mas sim amarrado e preso ao produto.
  • O embrulho dos produtos deve ser feito com plástico bolha e é preciso atenção especial para a proteção de produtos frágeis, como cooktops.
  • Se a embalagem original foi guardada, deve-se dar preferência em utilizá-la.
Manuseio dos produtos
  • A forma de manuseio do produto varia de acordo com seu peso: os eletrodomésticos maiores, por exemplo, devem ser manejados vagarosamente.
  • Quando o produto possuir pegadores, como ocorre com as lavadoras, utilize-os para levantar ou carregar o eletrodoméstico.
  • Ao carregar os produtos, é preciso ter cuidado com paredes, escadas e móveis pelo caminho, para não arranhar ou amassar os eletrodomésticos;
  • É importante levantar e carregar apenas um produto por vez.
Transporte
  • Antes de colocar os produtos no veículo, é recomendado fazer um planejamento de como eles serão acomodados. Os produtos maiores (geladeiras, freezers, lavadoras e fogões) devem ser colocados no fundo do veículo e os menores mais próximos da porta.
  • O ideal é verificar a condição do veículo que fará a mudança, atentando para parafusos, rebites ou materiais salientes nas paredes ou no chão, que possam danificar o eletrodoméstico. Além disso, se houver furos no baú do caminhão, por exemplo, a mobília e demais objetos podem ser molhados pela infiltração de água da chuva.
  • Espaços vagos entre os produtos e o veículo devem ser preenchidos com calços de isopor, papelão ou pano.
  • Os produtos nunca devem ser transportados deitados, principalmente se estiverem fora da embalagem original, pois isso pode causar defeitos de funcionamento e danos aos eletrodomésticos.
  • É importante ter cuidado especial com o contato das faces frágeis, partes de vidro e portas com outros objetos da mudança e também com o veículo.
  • Não é recomendado empilhar qualquer outro produto sobre os eletrodomésticos.
  • Para a fixação do produto no veículo, normalmente são utilizados cordas ou cintas. Evite o contato direto desses materiais com os eletrodomésticos utilizando papelão, isopor ou cantoneiras entre eles.
Descarga e instalação dos produtos
  • É sempre recomendado que o manuseio do eletrodoméstico seja feito por pelo menos duas pessoas. Ao retirá-lo do veículo, é preciso colocá-lo no chão com cuidado, sem soltá-lo.
  • É imprescindível verificar a voltagem do produto e do imóvel antes de ligar o eletrodoméstico.

Fonte: http://consumidormoderno.uol.com.br/

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Curso de Manutenção de Fogões Parte 4


Curso de Manutenção de Fogões Parte 4 

COMPONENTES ELÉTRICOS
Alguns fogões têm acendimento automático dos queimadores e iluminação interna do forno. Outros mais sofisticados têm espeto rotativo, circulador de calor no forno, painel eletrônico e outros componentes elétricos.
CABO DE ALIMENTAÇÃO E FIO TERRA
O plugue de alimentação deve ser conectado a uma tomada exclusiva e o fio terra deve ser ligado a um terra eficiente para garantir a segurança do usuário. O cabo de alimentação e o fio terra nunca devem passar pela parte traseira do fogão, pois com o calor a proteção dos fios vai derreter, causando curto circuito.
FIAÇÃO ELÉTRICA
A isolação da fiação elétrica interna do fogão é composta de material resistente a alta temperatura que evita a propagação de chama. O defeito mais comum é o ressecamento dos fios, principalmente próximo aos conectores. Caso necessite trocar, sempre utilize uma fiação indicada pelo fabricante.
INTERRUPTORES
Ignição e Lâmpada
O interruptor de ignição localizado no painel do produto é ligado apenas quando estiver sendo acionado pelo usuário. O acionamento da usina deve ser rápido, ou seja, logo após o acendimento deve ser solto para evitar a queima da usina.
      
Quando os interruptores estão no painel, durante a limpeza, por exemplo, com "Veja", pode entrar liquido na parte interna dos interruptores, que pode fechar o contato e também provocar choque elétrico no usuário.
   
Interruptores que são acoplados aos registros
Existem interruptores de dupla função, para ignição e acendimento da lâmpada do forno. Também existem interruptores de ignição que são acoplados aos registros. Eles são acionados automaticamente quando o usuário gira o botão do registro.
Clique na figura acima para ver exemplo de teste de interruptor acoplado.
ACENDIMENTO DOS QUEIMADORES
Usina
A tensão de alimentação da usina pode ser 127V ou 220V, sendo a maioria bivolt. A tensão na saída para geração das faíscas é em torno de 17kV, com baixa corrente que pode variar em torno de 150mA. Dependendo do modelo, gera de 20 a 60 centelhas por segundo. Para cada queimador existe uma saída exclusiva.
Devido a alta tensão gerada, deve-se ter muito cuidado no manuseio. Para testar, colocar uma peça metálica próxima as saídas e ligue a usina na tomada. Verifique se existe faísca em todas as saídas. O tempo de acionamento deve ser curto, caso contrário ela pode queimar.
O defeito que pode ocorrer é a falta de centelha ou centelha fraca em uma ou mais saídas.
Piezo-elétrico
O piezo-elétrico é um dispositivo que emite uma faísca a cada acionamento. A descarga é na faixa de 20kV e a distância entre o eletrodo e o queimador deve ser de 3 a 4mm. Veja aqui como funciona o efeito piezo-elétrico.
O piezo-elétrico normalmente é utilizado para acendimento do queimador do forno. Para testar, colocar a saída próxima a uma parte metálica. Semelhante a usina, deve-se ter cuidado no manuseio para não receber a descarga elétrica.
Fiação do Eletrodo
A fiação que liga a usina ao eletrodo tem isolação para alta tensão. Qualquer dano nesta isolação vai provocar fuga de centelha e prejudicar o acendimento.
Fiação com fuga
Para verificar se a fiação está com fuga, coloque em cima de uma chapa metálica e em um local escuro, acione a usina e observe se ocorre centelha saindo da fiação.
Verifique também a conexão do cabo com o eletrodo. Devido ao eletrodo estar próximo da chama, pode ocorrer aquecimento e ressecamento da conexão cabo com eletrodo, provocando o rompimento do cabo.
Eletrodos
Os eletrodos são os componentes que emite a centelha no queimador para o acendimento da chama. Para melhor isolação e resistir a alta temperatura, os eletrodos são produzidos de porcelana. Dentro tem um fio condutor que saí até a extremidade, onde é emitida a centelha.
   
Eletrodo de acendimento da mesa e forno
Normalmente a extremidade do eletrodo deve estar no máximo 4mm em relação ao queimador para produzir uma boa centelha. Para que a centelha seja eficiente, o eletrodo e o queimador devem estar limpos, caso contrário pode ocorrer deficiência no acendimento.

Esquema de Montagem de Fogão Á Lenha


Esquema de Fogão Á Lenha

Curso de Manutenção de Fogões Parte 1


Curso de Manutenção de Fogões Parte 1




DEFINIÇÃO
O fogão é um eletrodoméstico usado para cozinhar e assar, por meio de calor. Normalmente utilizam gás combustível para gerar energia calorífica, sendo que por intermédio de tubos, registros e injetores, consegue-se regular a altura e potência ideal da chama. Além do gás, existem os fogões combinados, que utilizam resistências elétricas, ou fogões apenas elétricos.
Aqui vamos tratar basicamente de fogões que utilizam gás para gerar calor.
TIPOS DE GASES
No Brasil, os fogões a gás se dividem em duas famílias GLP E NATURAL.
GÁS LIQÜEFEITO DE PETRÓLEO
O gás liquefeito de petróleo (GLP) é mais conhecido no Brasil como "gás de cozinha", por sua ampla utilização em cocção. Normalmente comercializado em botijões no estado líquido, torna-se gasoso à pressão atmosférica e temperatura ambiente, na hora de sua utilização em fogão.
Por ser um produto inodoro, é adicionado um composto a base de enxofre para caracterizar seu cheiro, denominada " Mercatano”. Dessa forma, é possível detectar eventuais vazamentos. É o mais leve dos derivados do petróleo, formado por uma mistura de gases propano e butano. Em certas regiões podemos encontrar maior proporção de butano, forçando o aparecimento de pontas amarelas, onde em outras a proporção de propano é maior, ocorrendo o efeito sopramento.
GÁS NATURAL (GN)
O gás natural é extraído de material orgânico e inorgânico em decomposição. Também são distribuídas por tubulações sob o solo pelas concessionárias. A utilização deste gás vem crescendo no Brasil nos últimos anos, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. O gás Natural tem grandes vantagens sobre os gases derivados de petróleo, pois sua queima sendo completa, não expele para a atmosfera a fuligem e o óxido de enxofre, resíduo altamente tóxico. Devido à pressão diferenciada como nos casos anteriores os produtos que operarem com gás natural também terão registros e injetores diferenciados.
BOTIJÃO DE GÁS GLP
O gás dentro do recipiente encontra-se no estado líquido e de vapor. Do volume total do recipiente, 85% , no máximo, é de gás em fase líquida, e 15% , no mínimo, em fase de vapor. Isso constitui um espaço de segurança que evita uma pressão elevada dentro do recipiente.
O gás GLP é engarrafado nos botijões sob alta pressão onde ocorre o processo de condensação (passa do estado gasoso para o líquido) tendo sua temperatura interna diminuída. O processo inverso ocorre na saída do gás no consumo do dia a dia passando do estado liquido para o gasoso. Todos os botijões de gás são construídos e dimensionados tecnicamente para suprir a pressão e a vazão, sendo que para o funcionamento correto do produto terá que ser alimentado pelo botijão adequado. Atualmente, os acidentes envolvendo o GLP em residências ocupam o 1º lugar no ranking de atendimentos emergenciais. Devido a isso conheça um botijão por dentro e os cuidados a serem tomados :
Composição
Na composição do GLP, a mistura ideal é de 50% de propano + 50% de butano, mas ocorrem variações nesta composição. Se tivermos uma proporção de propano maior do que a de butano, teremos um GLP rico, com mais pressão e menos peso. Se ocorrer o inverso, teremos um GLP pobre, com mais peso e menos pressão.

Quando acaba o gás
Quando a alimentação dos queimadores estiver deficiente é preciso trocar o botijão. Nunca vire ou deite o botijão, pois caso ainda exista algum resíduo de gás ele poderá escoar na fase líquida, o que anula a função do regulador de pressão e pode provocar graves acidentes.
- O BOTIJÃO NUNCA DEVE SER USADO DEITADO

Válvulas, mecanismos de segurança e lacre
Nos botijões de 5kg e 13kg, a válvula que permite a saída do gás fecha automaticamente sempre que o cone-borboleta for desconectado.
O plugue–fusível é um mecanismo de segurança desses botijões. Ele possui uma liga metálica que suporta uma temperatura ambiente entre 70ºC e 77ºC. No lacre consta o nome da empresa engarrafadora.
Ele deve estar em perfeito estado, o que garante a procedência do produto, o peso correto e que houve inspeção de qualidade. Nos cilindros de 45 kg e 90 kg, a válvula é de fechamento manual. O mecanismo de segurança vem acoplado à válvula.
Ele libera o gás para o ambiente quando há um aumento muito grande de pressão no interior do vasilhame.
Teste de Vazamentos
USE ESPONJA COM ÁGUA E SABÃO PARA FAZER O TESTE DE VAZAMENTO APÓS TROCAR O BOTIJÃO.
Para verificar se há vazamento de gás depois de trocar o botijão, passe uma esponja com água e sabão sobre a conexão do cone-borboleta com a válvula. Se houver vazamento, aparecerão bolhas de ar na espuma de sabão.
Nunca use fósforo ou qualquer tipo de chama para verificar se há vazamentos. Isso pode provocar graves acidentes.
Nunca aqueça ou coloque o botijão deitado para saber se todo o gás do botijão foi utilizado.
Essa prática tem sido responsável por grande número de acidentes como explosões.
Nunca coloque ou armazene os botijões em compartimento fechado sem ventilação tais como armários, gabinetes, vãos de escada, porões, etc...
VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO
É o componente que regula a pressão de saída do gás, controlando automaticamente o fluxo desde o mínimo até o máximo consumo. Nas válvulas atuais não é permitido qualquer tipo de ajuste no mecanismo dos reguladores de pressão, devendo os fabricantes destes itens produzir dispositivos que não permitam violação.
SEMPRE VERIFIQUE se a válvula está na validade, que é de 5 anos. É fácil verificar a idade de um regulador de gás de qualquer marca. Basta ler a data estampada no verso da peça.
No centro do circuito está impresso o ano de fabricação do regulador. Em volta do circuito os pontos salientes indicam os meses de fabricação (1 ponto = janeiro; 2 pontos = fevereiro, e assim sucessivamente).
MEDIDORES DE PRESSÃO DE GÁS
A coluna d'água e o manômetro são instrumentos para medir pressões. Poderemos verificar a pressão estática (quando o fogão não está em funcionamento) e dinâmica (quando o fogão está em funcionamento) de trabalho dos fogões.
Utilize um conector tipo “T” metálico. Conecte a mangueira da válvula reguladora de pressão em uma extremidade. Na outra ponta conecte a ponta que alimenta o fogão. O medidor de pressão é conectado na outra extremidade do "T". Em todos os pontos de engate da mangueira utilize sempre abraçadeiras eficientes para evitar vazamento de gás e garantir a medição exata.
A utilidade da coluna de água ou manômetro também é de detectar vazamentos nas mangueiras, tubos, conexões e possíveis defeitos na válvula reguladora de gás.
FUNCIONAMENTO DA COLUNA D'ÁGUA
Os Manômetros de Coluna de Líquido são aparelhos básicos destinados a medir pressão. De construção simples, conseqüentemente apresentam baixo custo, além de apresentar vantagens tais como: não requer manutenção, calibragem especial e permite medições com grande precisão. Podem ser de vidro ou plástico, em forma de "U".
Coloca-se uma certa quantidade de água, com adição de corante para facilitar a visualização, até atingir o nível de marcação “0” em ambos os lados. Mantendo apenas um dos braços do tubo sujeito a pressão atmosférica e submetendo o outro a pressão do regulador de gás, haverá um deslocamento do líquido que se estabilizará em uma determinada posição.
A pressão será a soma desta medida dos deslocamentos do líquido, em ambos os braços do tubo. A escala de medida da coluna de água é dada em mmca (milímetro de coluna de água)
FUNCIONAMENTO DO MANÔMETRO
Ao receber a pressão do gás a bolsa de ar (diafragma) contida internamente, infla-se acionando, por meio de eixos e alavancas um outro eixo, provocando neste um movimento giratório que é transmitido ao ponteiro que se desloca sobre uma escala graduada em milibares (mbar) ou mm coluna de água. Logo, maior pressão, maior inflagem do diafragma, maior deslocamento do ponteiro, indicação de maior pressão e vice versa. O manômetro pode ser digital ou analógico (de ponteiro).
Tanto o manômetro como a coluna d'água podem ser utilizados para verificar a pressão da válvula reguladora de gás, porém o manuseio do manômetro é mais simples.
TESTE DE ESTANQUEIDADE (Vazamento)
Após a instalação do medidor de pressão, ligar um queimador do fogão para eliminar o ar do sistema. Depois, desligue o queimador. Verifique a pressão estática (com todos registros fechados) do fogão, observe se a pressão parou de subir, caso não pare de subir, significa que a válvula reguladora não está com estanqueidade e deverá ser substituída.
A seguir feche o registro da válvula reguladora de pressão e observe por alguns minutos a pressão. Se estiver caindo, significa que há algum vazamento no sistema de abastecimento de gás e este vazamento deverá ser localizado com espuma de sabão.
Nunca descarte defeito nos registros de controle da chama. Verifique, com os registros fechados, se está saindo gás pelo furo do injetor, com espuma de sabão. Também, observe se não ocorre vazamento na conexão do injetor. Para isso, abra cada registro e feche o furo do injetor com o dedo e coloque espuma na conexão.
Sempre verifique as conexões das mangueiras com a coluna d'água ou manômetro, onde poderá haver vazamento, devido a isso é sempre bom testá-los com espuma de sabão.
MEDIÇÃO DA PRESSÃO
Abra o registro da válvula reguladora de pressão, acenda metade dos queimadores do fogão na posição máxima. A pressão de trabalho (dinâmica), para cada tipo de gás, tem que estar de acordo com a tabela a seguir.
Tipo de Gás
mm coluna (H2O)
Tolerância mínima
Tolerância máxima
GLP
280
240
330
Natural
200
170
230
Caso não esteja, a válvula reguladora de pressão deve ser trocada, pois ela é selada e não pode ser regulada. Caso seja observada alguma irregularidade no funcionamento do regulador, oriente o cliente para sua troca imediata.
Os fogões que operam com gás NATURAL, a pressão já vêm com regulada da companhia distribuidora de gás. Caso a pressão esteja fora do especificado oriente o consumidor que somente a companhia distribuidora poderá regular a pressão.
MANGUEIRAS PLÁSTICAS DE PVC.
As mangueiras plásticas de PVC para acoplamento em fogões a gás, também obedecem a normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e fiscalização do INMETRO.
Seu comprimento não deve ser maior de 80cm, e deve indicar em sua superfície inscrições legíveis e permanentes sobre uma faixa amarela localizada em toda a sua extensão. Verifique o tempo de validade da mangueira.
Para aparelhos de embutir, sempre utilize na instalação a mangueira metálica e a mesma não pode fazer contato com qualquer parte móvel da unidade de embutimento, por exemplo, gavetas.
COMPONENTES EXTERNOS DOS FOGÕES

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO FOGÃO
Após a abertura do registro do regulador de gás, o sistema de distribuição do fogão é preenchido de gás. Abrindo o registro do fogão, o gás é enviado para o injetor em direção aos queimadores, onde ocorre a combustão.
COMPONENTES INTERNOS DOS FOGÕES
TUBO DE DISTRIBUIÇÃO DE GÁS
Os tubos de distribuição (item 2) dos fogões domésticos são fabricados em forma de L ou em U e em suas extensões estão instalados os registros (item 1).
Dependendo da marca e modelo do fogão, os registros podem ter na saída os injetores ou um tubo, onde na outra extremidade do tubo é conectado um injetor. Sempre que realizar reparos onde os registros precisem ser substituídos deve-se tomar muito cuidado para não danificar a rosca, evitando assim a perda do registro e o aparecimento de futuros vazamentos.
Normalmente a vedação é garantida por intermédio de um anel de borracha, toda vez que um registro for retirado, este anel deverá ser substituído. Para detectar vazamentos, aplique água e sabão sobre as roscas dos registros e injetores.
Nunca teste vazamentos de gás com fogo. Nunca use fita teflon, pois ela irá obstruir a passagem de gás dos registros e injetores, além de derreter com o aquecimento. Caso a vedação dos registros não seja anel de borracha, use vedante apropriado ao rosquear os registros.
REGISTROS
Os registros são responsáveis pela ajuste de gás necessário para a manutenção da chama desejada. Os mecanismos internos dos registros são lubrificados com graxa grafitada, que opera também como vedante.
Podem ser fabricados de zamak ou latão e os componentes internos dos registros não devem ser desmontados para a manutenção sob pena de deixá-los com vazamento de gás. Atualmente os registros são utilizados principalmente para controle dos queimadores da mesa. Antes de julho 2006, eram utilizados também para controle do forno. Desse modo, a maioria dos fogões ainda tem registro comum para controle do forno.
O defeito que pode ocorrer no registro é vazamento no seu corpo. Pode ser por problema no projeto, tempo de vida ou entrada de sujeita. Outro problema é a rigidez da haste, ou seja, não se consegue girar o registro para abrir ou fechar. A rigidez quase sempre é por falha no projeto, devido a falta de graxa ou diferença da dilatação dos materiais internos.
VÁLVULA DE SEGURANÇA
A função da válvula de segurança é interromper automaticamente a saída de gás caso a chama do queimador da mesa, forno ou top grill se apaguem acidentalmente.
A partir de julho de 2006, todos os produtos comercializados no Brasil devem ter válvula de segurança nos queimadores do forno ou top grill. Assim, evita que ocorra um acumulo de gás dentro do forno caso a chama se apague durante o uso, evitando possíveis explosões que podem, além de danificar o produto, causar graves acidentes com o consumidor.
Na mesa, não é obrigatório a válvula de segurança, porém alguns modelos possuem.
Veja animação do funcionamento aqui.
Note na animação, que para manter a passagem de gás, o disco deve estar em contato com a bobina (magneto).
DICA: Muitas vezes, devido a falha no projeto do fogão, não se consegue ligar o forno devido ao manipulo encostar antes no painel e limitar o curso da válvula. A bobina não tem energia para "puxar" o disco. A bobina apenas mantém o disco, caso o mesmo já esteja em contato com a bobina (magneto).
A válvula de segurança está sujeita aos mesmos defeitos dos registro, vazamento e rigidez da haste. Além disso, o sensor termopar deve estar bem conectado na válvula, caso contrário, com mau contato, irá existir algo como uma resistência elétrica entre o sensor e a válvula. Assim, a válvula receberá uma tensão menor e não funcionar adequadamente.
SENSOR DE TEMPERATURA DA VÁLVULA DE SEGURANÇA
O sensor de temperatura é um termopar que gera uma pequena tensão elétrica (mV) que aciona a bobina (magneto) da válvula se segurança.
Medição da tensão do termopar
Para medir a tensão (mV) gerada no termopar que alimenta a bobina, ajuste um Multímetro para leitura de tensão em milivolt (mV). Deve-se medir próximo a conexão com a válvula.
O valor encontrado deve ser entre 4 à 8 mV. Caso não esteja, verifique o seguinte:
a) Se o termopar esta posicionado corretamente, pois a chama que faz o termopar gerar a tensão (mV).
b) Se a ponta do termopar se encontra limpa, livre de qualquer tipo de resíduo.
c) Caso o fogão possua timer, verifique seus contatos.
d) Se o valor estiver muito acima, por exemplo, mais de 15mV, quer dizer que não tem carga no termopar. Pode ser que a bobina esteja aberta, ou a conexão do termopar com a válvula esteja com mal contato.
TIMER
Alguns timers interrompem a passagem de gás após o tempo pré-ajustado. Normalmente tem uma posição manual e o queimador fica acesso como se não tivesse o timer. O timer pode comandar o queimador do forno ou da mesa, dependendo do modelo do fogão.
Outros timers mais simples, tem apenas a função de avisar por meio de uma campainha que o tempo pré-ajustado terminou.

domingo, 22 de julho de 2012

Curso de Manutenção de Fogões Parte 3


Curso de Manutenção de Fogões Parte 3


AR SECUNDÁRIO
Para que ocorra uma combustão satisfatória, a mistura de gás + ar que chega até o queimador onde o gás é queimado, necessita também do ar que envolve a chama. Este ar é chamado de Ar Secundário.
Na figura anterior, note que o recipiente está a uma certa distância do queimador, para que a chama possa receber uma quantidade adequada de ar secundário.
FORNO
O forno do fogão é constituído basicamente que um compartimento fechado isolado termicamente, um queimador com maior potência em relação ao queimador de mesa e uma chaminé para saída dos produtos da combustão.
Isolação térmica do forno
A isolação térmica que envolve o forno pode ser:
1) Folha de alumínio;
2) Lã cerâmica;
3) Lã de vidro;
4) Folha de alumínio + Lã cerâmica ou Folha de alumínio + Lã de vidro.
Normalmente, quanto mais espessa a lã, melhor a isolação do forno. Note que todo o forno tem pelo menos uma folha de alumínio para isolação térmica.
Temperatura do forno
O forno deve trabalhar com uma temperatura adequada. Caso seja muito baixa, o alimento vai demorar para ficar assado. Se for muito alta, o alimento pode queimar e também provocar um sobreaquecimento da parte externa do fogão, como os botões (manipulos) dos registros.
Normalmente a temperatura máxima do forno é indicada no painel do fogão ou no manual de instruções. Geralmente é em torno de 280ºC. Devido a variação na composição do gás, a temperatura pode variar em torno de mais ou menos 20ºC.
A temperatura indicada é obtida no centro do forno vazio, após 50 minutos de funcionamento, com uma mistura equilibrada de gás butano + gás propano e pressão de 280mmca.
Muitos consumidores reclamam que o forno não assa bem. Pode ser realmente problema do forno, mas alguns casos o consumidor não está pré-aquecendo ou durante o funcionamento, abre a porta do forno.
Nestes casos, deve orientar o consumidor que é necessário seguir as recomendações do fabricante, ou seja, efetuar um pré-aquecimento do forno, geralmente 15 minutos na posição máxima, colocar o alimento e depois regular a temperatura recomendada para assamento. Durante o funcionamento do forno, não abrir a porta do forno e utilizar o visor do forno para verificar o assado.
A posição da prateleira deve ser no centro do forno, pois é onde se consegue a melhor distribuição de temperatura, não esquecendo que deve existir espaço em todos os lados para circulação do calor. Também verifique se não tem excessiva corrente de ar no fogão (vento).
Chaminé
No processo de combustão são gerados os produtos da combustão, que junto com os produtos gerados no cozimento do alimento, são eliminados através da chaminé do fogão.
Devida a alta temperatura, deve-se ter cuidado para que nenhum material que não suporte temperatura alta esteja próximo à saída da chaminé, como exemplo, mangueira do cilindro de gás ou cordão de alimentação elétrica do fogão.
Vedação da porta do forno
Entre a abertura do forno e a porta do forno é colocada uma vedação de silicone para impedir a saída do calor. Sempre verifique se a isolação está em boas condições e se está vedando bem. Utilize uma tira de papel sufite para verificar se está ocorrendo uma boa vedação.
Uma má vedação, além de perda de calor dentro do forno, vai provocar aquecimentos para parte externa do fogão, como os botões dos registros e interruptores.
Queimador do forno
O que foi exposto anteriormente sobre combustão também se aplica ao queimador do forno.
Todos os queimadores dos fornos atuais fabricados no Brasil têm um sensor da válvula de segurança. O sensor deve estar bem posicionado em relação a chama, caso contrário vai demorar para a válvula manter a chama acesa e também, durante o funcionamento, a chama pode se apagar.
O melhor posicionamento é a ponta do sensor sobre a parte mais quente da chama. Ver figura da chama na Parte 2 do curso. Note que a altura da chama varia conforme o ajuste do registro do forno e também a pressão do gás.
CONVERSÃO DE GÁS
A maioria fogões saem da fábrica para funcionar com GLP. Quando é necessário a transformação para Gás Natural, normalmente a companhia fornecedora do gás ou o próprio fabricante, através do serviço autorizado, efetua a transformação para o Gás Natural.
Para realizar a conversão, utilizam-se os chamados kits de peças que são específicos para cada modelo de produto. Nestes kits, fornecidos pelos fabricantes, as peças já estão dimensionadas para que o fogão funcione adequadamente com o Gás Natural.
Jamais se deve colocar peças que não são específicas para aquele modelo ou fazer adaptações, como por exemplo, aumentar o diâmetro do furo do injetor com um broca, nem mesmo a pedido do cliente, pois toda responsabilidade é de quem faz o serviço.
Basicamente são as seguintes as peças que devem ser trocadas:
1) A ponteira de conexão do gás.
2) Os registros, pois a posição mínima (vazão mínima) para o gás natural é maior que do GLP. Note que alguns registros e principalmente termostatos tem regulagem da vazão mínima através de um pequeno parafuso de ajuste na própria peça. Deve-se ajustar conforme informação do fabricante do fogão.
Clique na figura para ver exemplo de ajuste da vazão mínima do termostato
3) Injetores, pois o diâmetro dos furos são maiores do que para gás GLP. Lembrando mais uma vez, nunca aumente o furo de um injetor de gás GLP para trabalhar com gás Natural.
4) Ajustar regulagem de entrada do ar primário, pois deve ser bem menor em relação ao gás GLP. Verifique qual é a regulagem especificada pelo fabricante.
Exemplo de regulagem para queimador de mesa
Exemplo de regulagem para queimador de forno
5) Dependendo do modelo, os tubos individuais de cada queimador também são trocados.
A pressão do gás natural deve ser de 200mmca. Verifique se a pressão do gás está dentro dos valores especificados. Caso esteja fora, informe ao cliente para solicitar a companhia que fornece o gás o ajuste da pressão.
Após a conversão, verifique possíveis vazamentos, conforme explicado na Parte 1 do curso. Use um manômetro para verificar se ocorre queda de pressão e sempre utilize espuma de sabão para encontrar o vazamento.